quinta-feira, 26 de junho de 2008

Aqui estou eu numa estreia da "minha própria criação"...

(não querendo, de forma alguma, retirar o mérito aos preconizadores desta maravilhosa ideia, a criação de um espaço em que nos é permitido falar sem pensar muito, mas sempre pensando...).

Ora bem, pelas vistas de olhos que vou dando no pós-almoço, período totalmente tomado pela preguiça do pensamento elaborado, a moleza instala-se e pronto, vou lendo as novidades e procuro os novos contributos e deparei-me já com alguns assuntos que despertam em mim a vontade de falar...

Começo pela "Directiva de retorno". Indecente.... O que é feito da velha máxima do erudito e sábio filósofo que dizia "Nou sou nem ateniense nem grego, sou um cidadão do mundo". É este o nosso mundo, feito de barreiras impostas pela ganância, incompreensão e mania das superioridades. Ok, poderão haver fundamentos e razões lógicas de protecção, mas de quê? Desde que me lembro, um dos princípios de sobrevivência é precisamente a cooperação entre os seres.

Que é feito do companheirismo humano, o que é feito da compaixão pelos necessitados, o que é feito da solidariedade humana... poderia continuar a colocar questões como estas mas, todos vocês conseguem entender o que quero dizer... Não tenho realmente palavras para descrever o que penso, o que isso me faz sentir. Acabamos todos por ser comandados pela força maior que é a motriz do mundo, a ganância movida pelo receio de que ao ajudar, ao aceitar o próximo como ele é e com acolhê-lo com todas as suas dificuldades, nos tornemos iguais... Desfavorecidos? Pobres? Sem recursos? Parece-me com ao tomar esta atitude é ser precisamente isso tudo, desfavorecido, pobre e sem recursos de inteligência, bondade, humanismo!!! Mas isto sou eu que penso, chamem-me romântica ao jeito de Marx...

Não abdico do pensamento de que somos todos donos do mundo porque a nossa condição humana assim o dita, não abdico da ideia de que posso mudar um bocadinho este mundo. Afinal, todos sangramos...

Mas a existência deste espaço implica, acima de tudo, contributos mais leves e mais desprovidos de fundamento sociológico (o meu pelo menos é muito mais emotivo do que teorizado e, por isso, peço desculpa aos colegas...) e daí que, como diz a Tânia, e muito bem, quando fala do alargamento das horas laborais, aqui fica um tempinho a contabilizar para as minhas 65h.
Digerir tudo isto é difícil quando aquilo que se come vem da cantina, corroboro a ideia da indigestão. Ainda mais quando só como pó, nem as sobremesas saboreio. Deixo o Guiddens e o Quivy para quem tem paciência para isso...

1 comentário:

Rosemary disse...

Deixa o pó, Juju, já tou farta de te dizer isso! ;-)